12.3.17

Capítulo 1 - Mas aonde estamos?

--- Acordem, seus molengas!!! - Gritou o anão enquanto bloqueava um galho com seu escudo e decepava o outro com sua machadinha.
Lentamente, o clérigo se levantava e um pouco tonto pelo susto que o acordou, demorou a entender a situação. Ele encontrava-se dentro de um círculo de areia fofa, e ao seu redor era de floresta onde sua maioria era de árvores negras e contorcidas. Ao seu lado, encontrava-se dois outros humanos deitados ainda adormecidos, enquanto um anão e um elfo arqueiro travavam uma batalha contra aquelas estranhas árvores vivas.
Abaixando-se novamente e tocando ao solo com uma das mãos, enquanto a outra era levada ao centro dos olhos e recitando palavras de alguma língua antiga, um círculo rúnico de luz amarelada surgiu no chão ao redor do anão e do elfo. Lentamente uma luz forte começou a ser emanada de tal círculo, cobrindo os mesmos e disparando um feixe de luz em todas as direções. Pode-se ouvir um chiado lento e estridente vindo das árvores, como se queimassem uma larva no fogo de um caldeirão antigo, além do estalar da madeira. Logo, as árvores se tornaram imóveis novamente.
O elfo foi até uma das árvores negras e tocou em sua madeira, que se esfarelou.
-- Essa floresta quer nos consumir...
O anão arregalou os olhos com certo receio e engoliu a seco. Poucos segundos foram suficientes para ele retomar a sua pose de guerreiro heroico. Guardou sua machadinha e foi até os dois humanos ainda adormecidos, e os sacudiu, acordando-os. Um deles, musculoso e usando roupas de pele, rapidamente agarrou seu grande machado afiado que estava ao seu lado e levantou-se em prontidão:
-- Quem são vocês? Para onde me trouxeram e o que querem comigo? VERMES! - Nesse momento ele elevou o tom de voz, quase dando um grito.
Então, o clérigo que usava uma túnica meio amarelada com um grande sol dividido entre dourado e cinza bordado em seu peito foi até o bárbaro, lhe pedindo calma.
-- Creio que somos todos desconhecidos uns pelos outros. Certamente esse local é mágico, e algo ou alguém nos trouxe para cá de alguma forma misteriosa. Certamente temos um propósito que deve ser cumprido, e precisamos permanecer juntos. Meu nome é Ortis. Sou um clérigo do Deus Sol. -- Disse estendendo a mão para quem quer que quisesse cumprimentá-lo.
Olhares desconfiados foram trocados entre os presentes, até que o elfo de longos cabelos loiros e vestes em tons de verde e marrom com um grande arco nas costas decide cumprimentá-lo.
-- Sou Euturiel, proveniente das Florestas do Norte. Acho que serei útil quanto essa floresta maldita.
O outro humano que até então ninguém havia dado muita atenção saiu de trás do elfo e entrou para o círculo ali formado pelos presentes, empurrando o elfo levemente para o lado dizendo:
-- Com licença, acho que ainda não fomos apresentados. Sou Zenon, da Cidade Costeira. Possivelmente serei útil caso tenhamos que ultrapassar armadilhas ou abrir baús. Jogarei limpo com vocês, se assim o fizerem comigo. Apesar de falar demais, nos momentos que me cabem à o fazer, sou leal e justo com aqueles que também o são comigo.
O bárbaro balançou a cabeça confirmando, enquanto se apresentava:
-- Sou Karnos. - Foi apenas o que ele disse. E ninguém se atreveu a perguntar nada.
Até então, o anão heroico que só se manteve calado, saiu do lado do elfo, fazendo certa cara de nojo:
-- Sou Lokara! E por mais que eu odeie essa raça desprezível, acho que conseguirei tolerá-lo até certo momento, já que em território desconhecido e contra um inimigo tão estranho quanto, e MÁGICO - disse dando ênfase - mostrou-se um valoroso aliado.

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