Na marcha preocupada e
acelerada, Zenon teve de cortar o clima silencioso:
-- Er... Desculpa
atrapalhar a marcha dos senhores, mas devo dizer que nosso guia não avisou
sobre as teias pelo caminho. E não sei vocês, mas essa merda agarrou meu
braço...
-- Fraco... – balbuciou
Karnos enquanto ia até Zenon para puxá-lo.
Com certo esforço,
Karnos consegue soltá-lo. Todos perceberam a força que teve de ser feita, e
lentamente sacaram suas armas e agacharam para diminuir a visibilidade de uma
possível ameaça observando-os.
Enquanto seguiam
caminho, as fendas entre algumas árvores estavam completamente fechadas de
teias. Quanto mais cruzavam a floresta, mais teias apareciam. Podiam notar
também que, quanto mais adentravam esse território, mais árvores negras e
quebradas apareciam, e mais as árvores coloridas recheadas de frutos sumiam. Até
o momento que uma enorme aranha desceu pela sua teia na frente do grupo.
Prontamente alertas, o grupo se posicionou para um possível confronto, mas a
aranha tocou o solo e correu para uma de suas teias, e o grupo pôde ouvir uma
voz:
-- Forasteiros... essa
terra me pertence. Para onde vão com tanta pressa? – Uma breve pausa de dois
segundos protagonizou um enorme silêncio – E medo...
A boca da aranha não se
mexia, mas era possível notar o vibrar das teias. Algum tipo de magia ou
encantamento poderia estar por trás disso.
-- Vamos ao castelo.
Disseram que precisamos resolver alguma coisa por lá. – Lokara buscava dizer a verdade,
mas sem entregar o jogo.
-- Como disse, estão em
minhas terras e eu comando tudo por aqui. Talvez eu possa ajuda-los a
atravessar a floresta sem se perderem ou evitar que sejam atacados por alguma
fera...
-- Seria ótimo... Dona
Aranha? Não sei como chama-la... – Zenon gaguejou com certo medo de ofender a
criatura.
-- Não precisa se
preocupar com a forma que me chamas, logo nunca mais me verão. Apenas preciso
de boas lembranças para ajuda-los. Tenho minhas filhas para alimentar...
-- Boas lembranças? Mas
como? – Indagou Ortis, com certo receio.
-- Tudo no Reino dos
Sonhos é a base de trocas... Lembranças, sonhos, memórias, metas... essas
coisas podem ser trocadas.
-- E como faríamos
isso?
-- Apenas toquem na
teia que enrola aquela árvore brilhante... logo após, minhas filhas lhe
mostrarão o caminho.
O grupo se aproximou da
árvore com certo receio de tocá-la. Zenon foi o primeiro a tocar e sentiu uma
sensação de paz e felicidade correr pelo seu corpo. Contou ao grupo sobre a
experiência e logo todos tocaram.
Aranhas do tamanho aproximado de uma mão de orc saíram de buracos no chão, de cima das árvores e de qualquer outra toca esquisita e fizeram uma extensa linha de aranhas, para que os aventureiros seguissem talvez não muito certos do destino e ligeiramente desconfiados.
Aranhas do tamanho aproximado de uma mão de orc saíram de buracos no chão, de cima das árvores e de qualquer outra toca esquisita e fizeram uma extensa linha de aranhas, para que os aventureiros seguissem talvez não muito certos do destino e ligeiramente desconfiados.
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Na boca da saída da
floresta, as aranhas se recolheram pelas suas teias. Os aventureiros puderam se
deleitar com a atual vista: Um enorme jardim que se perdiam aos olhos, podendo
ser visto apenas o topo do telhado do castelo atrás. Logo a frente, um portão
de ferro aberto e acima deste um arco de metal. Notavelmente mágico, o arco
trazia os dizeres “O Jardim dos Adormecidos”. Devido a corrupção do Pesadelo,
algumas letras piscavam em um tom belo de azul enquanto outras permaneciam
apagadas, e a frase mudava de língua por alguns segundos antes de voltar ao
normal.
Enquanto se
aproximavam, o portão se abriu vagarosamente.







